Raios em São Paulo
- 5 de ago. de 2019
- 2 min de leitura
A incidência de raios em São Paulo nos próximos anos deve seguir a tendência decrescimento apontada por um estudo em 2017. Segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), houve mudança nos padrões climáticos que interferem na geração de descargas atmosféricas. Essas alterações, afirmam os pesquisadores, aconteceram devido ao aumento da emissão de gases poluentes no ar no estado mais populoso do Brasil.
De acordo com o levantamento, que fez projeções com cenário mais otimista e também pessimista, a queda de raios em São Paulo deve ter aumento de, pelo menos, 80% até 2048. Esses cenários foram feitos com base numa metodologia elaborada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da Organização das Nações Unidas (ONU), o IPCC.
Até 2032, por exemplo, a queda de raios em São Paulo deve registrar crescimento de 100%, mesmo com taxa de emissão de poluentes baixa ou intermediária. De 2033 até 2048, a projeção mais animadora é de aumento 93%. O verão, especialmente os meses de dezembro e fevereiro, é a estação preferida para a formação de descargas atmosféricas. No último mês de 2012, um recorde histórico de aumento de 200% acima do normal de incidência de raios foi registrado.
A média anual de incidência de raios no estado de São Paulo é de 700 mil. Na média dos últimos seis anos, sem contar 2018, o estado paulista fica com décima colocação no ranking da densidade raio, com 5.2 raios por quilômetro quadrado anualmente; Tocantins, com 17.1, está no topo da lista. Entre as capitais, a cidade de São Paulo é a quinta: são 13.26 raios por quilômetro quadrado por ano.
A ocorrência de raios geralmente se dá dentro de nuvens verticais, conhecidas como cumulonimbus (cúmulo-nimbo). “Durante os movimentos ascendentes e descendentes do ar, o granizo e os cristais de gelo que estão dentro da nuvem começam a se chocar e é isso que, dentre outros fatores, gera a descarga”, afirma Ana Paula Santos, principal pesquisadora do estudo, em entrevista à Agência FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Comentários